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Ter um pug no exterior

Curiosidades, Ter um pug no exterior

Pode comer canguru?

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Na Austrália, cachorros podem comer snack de canguru.

Está chocado? E se eu te contar que a carne também é vendida em restaurantes? Tadinhos dos cangurus?

Esse é um tema polêmico entre os australianos. Eles entendem que o animal está se transformando em uma praga em certas regiōes, mas ainda assim, é um símbolo nacional.

Será que tem certo ou errado nessa história? O que você acha?

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CLAUDE
Dicas, Ter um pug no exterior

Vai mudar de país? Considere deixar seu cachorro no Brasil…

A Claude tem sete anos e está conosco desde seus 3 meses de vida. Ela chegou em nosso lar quando morávamos no México.

Em 2010, nos mudamos para os Estados Unidos. Ela veio conosco dentro da cabine do avião, aos pés do Franck (meu marido). Tínhamos preparado as vacinas e certificados requeridos, mas em nenhum momento fomos abordados por ninguém; nem para embarcar, nem para desembarcar. Não posso dizer se essa é a regra ou se fomos uma exceção. Só sei que foi muito fácil imigrar com a Claude do México para os Estados Unidos.

Em 2014, mudamos de Atlanta para Sydney, na Austrália. Quando fizemos nossa primeira busca na internet para entender o que seria necessário para poder viajar com nossa peluda, tivemos um enorme susto. Pensamos que o pessoal estava exagerando e que a lei não poderia ser tão rígida assim… Mas ao continuar nossas pesquisas, nos demos conta de que não teria nenhum jeitinho brasileiro (ou francês) que pudesse facilitar o processo… Até nos consideramos “sortudos” porque a Austrália não aceita animais vindo de certos países do mundo. O Brasil é um deles!

Vocês viram o que aconteceu com o Jonny Deep esse ano? Ele embarcou pra Austrália com seus cachorros em um avião particular. Quando o Departamento de Agricultura soube disso, o artista teve que fazer uma escolha: mandar os cachorros de volta para os Estados Unidos ou sacrifica-los! Os peludos voltaram pra casa e a historia foi a maior polemica na terra dos cangurus. Se nem o Jonny Deep conseguiu dar um jeitinho, imagine nós…

Tivemos que iniciar a papelada de imigração da Claude muito antes da nossa. Precisamente, seis meses antes que ela pudesse embarcar. Vacinas, exames de sangue, novo microchip, certificados dos governos americano e australiano, tratamento antiparasitário, etc. Veja o nosso sufoco passo a passo no final do artigo.

Em paralelo com a preparação solicitada pelo governo Australiano, tivemos que organizar sua viagem aérea. Pra começar, a chegada de animais na cabine de passageiros não é autorizada na Austrália. Não deu pra ela viajar conosco dessa vez. Tivemos que organizar seu envio como cargo. Isso não teria sido um problema tão grande não fosse a ausência de voos diretos de Atlanta à Sydney. Tivemos que contratar uma empresa especializada para fazer a papelada de imigração da Claude no aeroporto de Los Angeles, onde ela fez sua ultima conexão nos Estados Unidos.

Outro detalhe é que as companhias aéreas americanas não transportam animais vivos se a temperatura do dia for maior que 29.4 graus Celsius. Eles querem evitar que os bichinhos sofram com o calor no aeroporto. Então tivemos que fazer nossa pug voar nos primeiros voos das manhãs, para que as temperaturas ainda estivessem amenas. Isso quer dizer que ela esteve três dias completos dentro de uma caixa, pra lá e pra cá, entre aeroportos e aviões.

Bom, depois de tanto sufoco, chega nosso bichinho na Austrália! Acabou a tortura? Não! O pior está por vir… Ela teve que ficar 10 dias em quarentena, sem receber visitas. Mesmo assim, fomos até o canil para tentar dar um jeito de vê-la.

Não conseguimos passar do portão, mas foi lá que eu descobri tudo o que estava acontecendo: Nossa Claude estava doente e passando frio. Saindo de um verão de 40 graus, ela veio parar em um canil aberto onde as temperaturas caiam para 5 graus a noite. Trancada o dia inteiro nesse espaço de 3 metros quadrados, ninguém a levava para passear. A Claude jamais faria xixi onde ela come e dorme. No que deu? Infecção no trato urinário que só foi curada quando ela chegou em casa…

Passamos horríveis 10 dias. Muito arrependimento de ter feito ela passar por tudo isso. Muitas e muitas e muitas lagrimas… Tanto dela quanto nossas… Sentimos que nossa pug nunca mais foi a mesma depois dessa viagem.

Essa historia toda nos custou quase 5.000 dólares americanos. Sim, você leu bem, 5.000… Quando começamos o processo, não tínhamos ideia de quanto isso valeria. No final das contas, felizmente a empresa em que o Franck trabalha assumiu esses gastos. Mas o sofrimento que todos nós passamos, sobretudo nossa peluda, não tem preço…

Se você conhece alguém que está pensando em importar um animal para Austrália, fala pra ele não cometer o mesmo erro que nós. Descobri que algumas pessoas enviam seus bichinhos para a Argentina, para que, de lá, eles possam embarcar para a Austrália. Loucura total… Por mais que eles sejam parte da família, me parece egoísta demais fazê-los passar por tudo isso. Eu aconselharia deixa-los com seus pais, amigos, ou até mesmo considerar adoção. Nós não imaginávamos nossas vidas sem a Claude, mas a culpa de fazê-la passar por tudo isso vai ser muito difícil de superar.

Passo a passo da papelada para importar cães na Austrália:

  • Preencher formulários para pegar a pré-aprovarão do governo Australiano para importar nossa bebê. Isso tem um custo $.
  • Instalar um segundo microchip nela, porque o existente não era compatível com o escâner australiano. $
  • Tomar vacinas e fazer teste de sangue para provar que as vacinas fizeram efeito. Isso também tem um custo. O detalhe é que o governo te dá uma programação específica das datas em que o cachorro precisa tomar cada vacina. Se você perder as datas, precisa começar tudo outra vez. Outro detalhe é que muitas dessas vacinas a Claude não teria que ter tomado jamais na vida… Pra ajudar: ela teve reações horríveis na maioria das vezes… $
  • Com tudo isso feito, um veterinário oficial do governo dos Estados Unidos precisava reconhecer que as vacinas foram tomadas e que os exames de sangue são verdadeiros. Como assim? Nosso veterinário teve que mandar todos os documentos para o órgão do governo responsável e esperar a boa vontade deles pra responder (sim, até nos Estados Unidos é complicado). Isso também tem um custo.
  • Com esse documento em mãos, aplicamos oficialmente para ter a autorização de importação da Claude. Isso também tem um custo.
  • Tivemos que reservar o espaço para a quarentena dela em Sydney. $
  • Fazer novas vacinas e novos exames de sangue. $
  • Fazer tratamento antiparasitário (externos e internos) e exames de sangue para provar que eles funcionaram. $
  • Fazer um ultimo exame clinico e pegar novo certificado do governo americano. $

Você acha que eu estou exagerando? Visite o site do Departamento de Agricultura da Austrália www.agriculture.gov.au/cats-dogs