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Outras viagens

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Curiosidades, Minhas histórias, Outras viagens

Discurso Anti-Trump do Mana

Muitos artistas estão se posicionando nestas eleições presidenciais dos Estados Unidos. Este foi o discurso anti-Trump do vocalista do Mana, Fher Olvera, no show de ontem aqui em Atlanta:
“Estamos vivendo um momento histórico na vida dos latinos e dos mexicanos neste país. Mana vem tocar nos Estados Unidos há vinte e tantos anos, e temos visto como os latinos e os mexicanos vem crescendo e crescendo, e conseguindo trabalhos com melhores salários e mais respeito. Não para que chegue um “cabrón” e faça as coisas voltarem atrás… Aqui nós não admitimos nem racismo nem violência. Isso era coisa dos alemães nazistas. Aqui se respeita os mexicanos! Esta vez, botem as pessoas em seus lugares. Mostrem sua força. Votem! Viva America Latina, Viva Mexico!”
#latinopower #latinovote

Dicas, Outras viagens

O céu é pra todos, até pra quem mora no fim do mundo

Vi este documentário da HBO dentro do avião, semana passada.

Enoc Fuentes e María Luisa Aguilar se aposentaram e decidiram viver de uma forma bem diferente: viajando em um trailer, ensinando astronomia para as comunidades mais pobres e isoladas do México.

Pelo caminho, além de ensinando, eles também vão aprendendo e transformando as vidas de muita gente. Este foi o caso de Alan, um garoto de 11 anos que, literalmente, caminha quatro horas por dia entre sua casa e a escola. Ele é extremamente inteligente e sonha em ser astrônomo ou geólogo, mas as escolas do seu povoado não oferece nem o segundo grau… Enoc e María se frustram com essa situação e preparam uma surpresa pra Alan.

Ficou curioso? Vale a pena assistir o documentário. Episódio 1 da Série “Heroes Cotidianos”, HBO.

Rodrigo Bolivia
Convidados especiais, Outras viagens

Viajar é experimentar e aprender

Há muitas motivações que nos levam a viajar, assim como existem muitos tipos de viagem. Nesse universo de possibilidades e de demandas, aprendi que a importância transformadora de cada valiosa oportunidade de embargue rumo a algum lugar recai no fato de quão aberto estamos naquele momento.

Assim como um livro ou um filme, uma viagem pode ampliar nossos horizontes e perspectivas, ou não, dependendo de nossa flexibilidade e sensibilidade. Não se nasce um(a) grande viajante, torna-se um(a). Aos poucos aprendemos a apreciar um tempero novo ou uma comida desconhecida. Não costuma ser de primeira que aceitamos/pedimos a ajuda de pessoas que acabamos de conhecer, mas experiências inusitadas, como estar em um lugar e não conseguir compreender o idioma e tampouco ser compreendido pelos locais, o leva a ter de confiar, a ter confiança e a estabelecer novos laços.

Capetown

Table Montain, Cape Town, South Africa, 2006

Aprendemos a ler honestidade nos olhos dos outros e a olhar o outro com mais honestidade perante nossas fraquezas, longe de nossas zonas de conforto. No desenrolar dessas aventuras que aprendemos a desfrutar do frio, a se encantar pelas cores intensas do outono, da alegria da primavera e a se desapegar da ideia de felicidade plena somente no verão, pois um ano, com seus doze meses, nos oferece um universo de possibilidades.

Não perca seu dinheiro e seu tempo se sua ideia de viajar é a de estar em outro lugar e só comer em redes internacionais de fast food, ficar somente dentro dos resorts e/ou unicamente sair do hotel nos passeios das agências. Um programa de TV ou uma reportagem já saciaria sua curiosidade. Selfies e check-ins explicitando ao mundo que passamos por algum lugar não é evidência de termos aprendido com o que aquele lugar tem a oferecer. Somos marcados por uma viagem pelas cicatrizes culturais que ela nos deixa.

Outro efeito colateral de viajar é aguçar o espírito crítico. Ficamos a cada desembarque ao mesmo tempo mais tolerantes com o diferente ao passo que intolerantes com certas atitudes e práticas. Aprendemos a não superdimensionar nossos problemas, do dia a dia ou do país, e a não exclusivamente supervalorizar o (que vem do) exterior. Aprendemos que o mundo é simplesmente extraordinário, rico em singularidades. Quanto mais trocas são feitas, mais aprendemos com outras sociedades e avançamos no debate, ampliando a discussão e a elevando para outro patamar.

Enfim, viajar é experimentar e aprender. Viaje!

TeatroManaus

Teatro Amazonas, Manaus, 2010

E convide a Rachel Filipov, prima etérea, irmã espiritual.