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Dicas, Minhas histórias, Ser mãe no exterior

Ser mãe no exterior é mais fácil do que no Brasil?

Gravida

Difícil cuidar de filho, né?
Agora imagine isso sem a ajuda da mãe, da sogra, da tia, da cunhada, ou das amigas de infância.
Imagine visitas ao obstetra e ao pediatra em um idioma que não é o seu.
Imagine médicos te falando o oposto do que os médicos do Brasil falam.
Imagine ter que vestir seu bebê para encarar temperaturas abaixo de zero.
Imagine você longe da família com uma gravidez cheia de complicações.
Imagine a culpa de estar privando seus pais e avós de participarem do crescimento de seu bebê.
Pronto, desabafei!
Coloque tudo isso na balança antes de decidir sair do Brasil…

Oro Verde, Argentina 2013. Meu primeiro intercâmbio!
Dicas, Minhas histórias

10 dicas que podem mudar seus planos de intercâmbio

Estudar ou trabalhar no exterior é, sem dúvida, uma ótima idéia. Se você pode investir um dinheirinho (ou um dinheirão) para aprender outro idioma, vale a pena. Mas o que é preciso saber antes de escolher para onde ir, quando e como?

Ao longo dos últimos 13 anos, morei em sete países diferentes, fiz alguns intercâmbios* e conheci muitos estudantes. Aqui estão as dicas que fizeram falta para mim no passado:

 

  1. Evite cidades ou países onde fala-se muitos idiomas ou dialetos

Uma das grandes vantagens de estudar no exterior é a exposição total àquela sociedade que fala tal idioma. Ter que se virar e escutar as pessoas se comunicando são fundamentais nesse processo. Mas em lugares onde muitas línguas são faladas, essa exposição fica limitada. Por exemplo, na África do Sul há onze idiomas oficiais. Ainda que a maioria da população fale inglês, as pessoas nem sempre se comunicam assim. Quando fiz meu intercambio em Cape Town, fiquei frustrada por quase nunca escutar inglês nas ruas.

Da mesma forma, aprender espanhol em Barcelona pode não ser a melhor opção. Ainda que a cidade seja fantástica, Catalão é o principal idioma da região e isso pode atrapalhar seu aprendizado.

Há muitos outros exemplos, como Suíça, Bélgica, e até mesmo algumas regiões da França e da Itália. Investigue bem antes de tomar uma decisão.

 

  1. Analise o fuso horário

Não menospreze a importância do fuso-horário com relação ao Brasil, sobretudo se você é apegado à família, ou vai deixar um namorado (a) te esperando na sua cidade…

A Austrália e a Nova Zelândia são, obviamente, os exemplos mais extremos nesse caso. Todos os dias da semana, quando você acordar para ir à escola, o pessoal no Brasil estará se preparando pra jantar. Quando você voltar da escola, todo mundo já estará dormindo. Mas e no final de semana? Com tantas coisas legais para fazer, duvido que você vai querer passar o final de semana fechado em casa falando no Skype!

Quando moramos na Austrália, este foi um dos nossos principais desafios.

 

  1. Avalie o estilo da cidade para onde pretende ir

Se você mora em uma cidade relativamente pequena no Brasil, não tenho certeza de que sair de casa pela primeira vez e ir estudar em Nova Iorque, por exemplo, seja uma boa idéia… Essa enorme diferença no estilo de vida pode tomar muito do seu tempo de adaptação e te causar um bloqueio. Da mesma forma, se você for paulistano, pode ser que morra de tédio morando no interior da Inglaterra.  Para quem surfa toda semana, passar seis meses onde não há praias por perto pode ser difícil demais…

Por outro lado, se experimentar o dia-a-dia de uma cidade grande/ pequena/ sem praia for parte da descoberta que você estiver buscando, atreva-se!

 

  1. Escolha bem a estação do ano

Não menospreze esse “detalhe”! Se você é daqueles que deixa de sair de casa quando está menos de 10 graus Celsius, não invente de ir morar em cidades de clima temperado no inverno! Ainda que os ambientes internos sejam geralmente aquecidos, andar a pé nas ruas será inevitavelmente uma tortura diária para você.

A mesma regra se aplica no verão. Algumas cidades dos Estados Unidos passam de 40 graus Celsius.  Tem certeza de que você quer encarar isso? Cuidado também com as temporadas de chuvas e ciclones.

 

  1. Vai ficar em casa de família? Tem certeza?

Fazer parte de uma outra família por alguns meses pode ser uma experiência fantástica, sobretudo para adolescentes. Conheço pessoas que voltaram para o Brasil com o coração partido por deixar sua “família estrangeira” para traz, e depois de muitos anos, ainda mantém contato com seus “pais e irmãos” importados. Mas antes de fechar um pacote com a agência, certifique-se de que você está pronto para encarar isso. Minhas duas experiências com este estilo de “hospedagem” foram péssimas. Eu não estava em busca de uma experiência familiar em minhas viagens e acho que dei azar com as “mães” que tive. Ter outros adultos, que não tem nada a ver com a minha vida, se sentindo responsáveis por mim, realmente não foi legal. E’ importante dizer que eu já tinha mais de 20 anos nas duas ocasiões…  Para você, isso seria um problema?

 

  1. Evite locais com sotaque muito forte

Se aprender um novo idioma já te parece difícil, imagine tendo que fazer isso onde o sotaque das pessoas não ajuda… Pense bem antes de incluir na sua lista lugares como África do Sul, Irlanda, interior da Austrália, centro dos Estados Unidos e Canadá (para francês).

 

  1. Busque suas comunidades

Se você faz parte de alguma comunidade, seja ela religiosa ou não, recomendo buscar lugares onde haja pessoas como você por lá. Tente se conectar com a sua turma antes mesmo de sair do Brasil. Associações e clubes geralmente acolhem com muita atenção os seus companheiros estrangeiros. Procure Igrejas, Sinagogas, grupos de escoteiros, de artesanato, velejadores, caçadores de Pokémon, seja qual for a sua praia!

 

  1. Cuidado com a faculdade

Se você está pensando em ir para o exterior quando terminar a faculdade, aconselho rever esse plano.  Trancar um semestre (ou um ano), viajar, e depois voltar para o Brasil para terminar seu curso pode facilitar sua vida na hora de encontrar um emprego. Desta forma, você vai conseguir aproveitar ao máximo sua experiência morando fora, sem ter que se preocupar com o que vai acontecer nos próximos meses, quando voltar para o Brasil.

Esta experiência também pode te ajudar a entender o rumo que vai querer dar para sua carreira profissional e, voltar para a faculdade, pode ser fundamental para fazer as necessárias mudanças nos seus planos.

 

  1. Busque congressos ou cursos na sua área durante sua viagem

Por que não aproveitar sua viagem para participar de um congresso ou seminário na sua área? Se seu nível do idioma for, pelo menos, intermediário, por que não fazer um curso profissionalizante? Algumas faculdades promovem cursos noturnos de curta duração. Quando morei no México, fiz um curso fantástico de finanças, em uma das melhores universidades do país, que durou apenas quatro semanas.  Além de dar uma valorizada no seu curriculum, você terá uma oportunidade única de networking internacional, vai aprender sobre coisas interessantes e terá uma experiência diferente. Isso também pode ajudar a convencer seu chefe (ou seu pai) de que essa viagem vale a pena.

 

  1. Cuidado com o orçamento

As primeiras coisas que colocamos no orçamento de um intercâmbio são o custo da escola, da passagem aérea, hospedagem e alimentação, certo?  Mas se você for morar em uma cidade como Atlanta ou Orlando, nos Estados Unidos, terá que acrescentar o aluguel de um carro porque o transporte público não te leva para todos os lados. Mesmo que viva perto da escola, sua experiência será muito limitada se não tiver um carro.

Independentemente da cidade que escolha, pesquise muito e tente detalhar ao máximo seu orçamento. Não deixe de levar um dinheirinho para shows, eventos esportivos, baladinhas, museus, festivais e até mesmo eventos profissionais, como já falamos.

Não gaste todo seu dinheiro com lojas! Acredite, as coisas que você comprar um dia vão acabar. Experimente e descubra! Tudo o que vivenciar ficará para sempre contigo.

 

*Esta foto é do meu primeiro intercâmbio, na Argentina, em 2003.  Esse foi o começo da minha descoberta do mundo.

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Um dos melhores segredos do Caribe

Aposto que este lugar você ainda não conhece: Marie Galante, uma ilha francesa que pertence ao arquipélago de Guadalupe. Ela continua sendo um dos melhores segredos do Caribe, com suas maravilhosas praias de areia branca, lagoas azul turquesa e vilas pitorescas. Carros de bois tradicionais levando cana-de-açúcar para as destilarias e moinhos de vento do século 19 dão a impressão de que voltamos no tempo.

Além disso, segundo o povo local, o rum de Marie Galante é o melhor do mundo. Será que é mesmo?

Texto e fotos de Maxo Karukera, nosso amigo do coração, nascido em Guadalupe.

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Dicas, Outras viagens

O céu é pra todos, até pra quem mora no fim do mundo

Vi este documentário da HBO dentro do avião, semana passada.

Enoc Fuentes e María Luisa Aguilar se aposentaram e decidiram viver de uma forma bem diferente: viajando em um trailer, ensinando astronomia para as comunidades mais pobres e isoladas do México.

Pelo caminho, além de ensinando, eles também vão aprendendo e transformando as vidas de muita gente. Este foi o caso de Alan, um garoto de 11 anos que, literalmente, caminha quatro horas por dia entre sua casa e a escola. Ele é extremamente inteligente e sonha em ser astrônomo ou geólogo, mas as escolas do seu povoado não oferece nem o segundo grau… Enoc e María se frustram com essa situação e preparam uma surpresa pra Alan.

Ficou curioso? Vale a pena assistir o documentário. Episódio 1 da Série “Heroes Cotidianos”, HBO.

EdX
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Quer melhorar seu CV? Aperfeiçoar seu inglês? Sugiro fazer um curso grátis na Harvard

Este programa oferece cursos online grátis de algumas das melhores Universidades do mundo como Harvard, MIT, Sorbonne… Há apenas duas opçōes em português, mas diversas em inglês, espanhol, francês, etc.

É também uma ótima oportunidade pra conhecer pessoas que moram em outros países (networking) e aperfeiçoar seu vocabulário. Porém, não recomendo pra quem ainda está começando a aprender o idioma.

Quer saber mais? Confira: https://www.edx.org/course

 

RachelFilipovWork
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Seis coisas que aprendi trabalhando fora do Brasil

Vivendo e trabalhando no exterior por quase 10 anos, aprendi algumas coisas que gostaria muito que alguém tivesse me dito antes. Se você mora fora ou tem a intenção de imigrar, espero que estas dicas te ajudem.

1) Colegas podem ser amigos de verdade

Fica difícil de aplicar aquela regra de não misturar amizade e trabalho quando todos os seus conhecidos estão em um outro país… Pense bem. Você passa a maior parte do seu dia na empresa e não conhece quase ninguém na cidade. Encontrando um colega gente boa, por que não começar uma amizade? Se ele for nativo da cidade pra onde você mudou poderá te dar altas dicas e te fazer descobrir de verdade a cultura local. Se for de fora, vocês já tem pelo menos duas coisas em comum: trabalham juntos e estão longe de seus velhos amigos.

Baseada em nossa experiência, a forma mais fácil de fazer amizades no exterior é começando com as pessoas que conhecemos na empresa onde trabalhamos. Guardo no coração muitos colegas que encontrei por esse mundo.

2)  As empresas vão te contratar pelas suas habilidades e sua experiência, não pelo seu inglês (ou francês, espanhol, alemão…) .

Como assim? Posso conseguir um emprego na minha área mesmo sem falar o idioma do país nem inglês? Não, não pode. Você precisa conseguir se comunicar, ou seja, entender e falar. O que quero dizer é pra que você não se preocupe demais se o seu conhecimento for limitado ou se seu inglês não for per-fei-to. Tendo outras qualidades que possam agregar valor pra empresa, não deixe que sua falta de confiança no idioma lhe impeça de brilhar. Vi muita gente perdendo oportunidades por menosprezar seus talentos… Candidate-se para vagas ou projetos da sua empresa no exterior se você acredita em seu potencial. Claro, continue sempre buscando formas de melhorar o idioma. (tema do próximo post). Fui clara ou ainda está confuso?

3) Sua vida pessoal não deve ser revelada em uma entrevista

Nós brasileiros colocamos no currículo nossa idade, se somos casados, se temos filhos etc. Alguns vizinhos latinos também têm esse costume. Mas tome muito cuidado se for trabalhar por outros lados, sobretudo em países Anglo-saxônicos. Em uma entrevista de emprego, não cometa o erro de começar a contar anedotas sobre seus filhos ou mencionar que mudou de emprego porque seu marido foi transferido de cidade. Seja criativo (ou mentiroso?), mas não vincule demais sua vida pessoal com a profissional.

4) Não importa onde você fez faculdade

Se você já tem experiência profissional, isso vai ser muito mais relevante do que a sua formação acadêmica. Por mais que a Internet seja uma excelente fonte de informação, os recrutadores não vão perder tempo tentando descobrir se a faculdade onde você se formou era TOP ou se era menos prestigiosa. Caso você faça mesmo questão, pode mencionar em seu currículo o status que sua escola tem, mas não sei ate que ponto isso é visto como arrogante ou inapropriado.

Vale destacar que estou falando de carreira corporativa, nada acadêmico ou científico. Acredito que a avaliação seja bem diferente para professores e pesquisadores.

5) As diferenças culturais existem e precisam ser respeitadas

Durante minha primeira semana de trabalho na Alemanha, eu passei várias horas com um rapaz do departamento de informática, instalando meu computador, celular, crachá etc. No final da tarde da sexta-feira, uma outra funcionária chegou perto dele e disse “Alles Gute zum Geburtstag” (feliz aniversário). Ele disse “Vielen Dank” (muito obrigado), sorriu e voltou a trabalhar. Ao escutar que era o aniversario dele, minha reação foi dar um abraço no garoto e me desculpar porque eu tinha passado o dia todo com ele e ainda não o tinha cumprimentado. Vocês podem imaginar o que aconteceu? O alemão ficou vermelho, sem se mexer, e todo mundo no escritório ficou olhando pra mim com cara de “O que essa louca está fazendo? Ela mal conhece e já está agarrando o menino!”. Quando percebi que fui longe demais com meu calor brasileiro, já era tarde. Deveria ter observado melhor e feito como a outra moça fez…

Não faça como eu. Não saia abraçando seus colegas alemães. Pesquise sobre as diferenças culturais entre o Brasil e o país pro qual você está indo. Acredite, isso é muito importante. Por exemplo, investigue se as pessoas chamam o chefe pelo primeiro nome ou de “Mr./ Mrs.”. Descubra se todo mundo cumprimenta os colegas de manhã quando chegam na empresa, ou se começam a trabalhar imediatamente. Existe uma cultura machista? É importante almoçar com os colegas? É aceitável chegar 2 minutos atrasados em uma reunião?

Recomendo este site: http://geert-hofstede.com/countries.html

6) Valorize os privilégios que os funcionários brasileiros têm

Fundo de garantia, 13o salário, seguro desemprego, 30 dias de férias, aviso prévio, licença maternidade, plano de saúde particular, vale refeição… Você não vai encontrar esses benefícios em muitos países.

Nos Estados Unidos, 10 dias de férias é considerado um “padrão aceitável”, mas não há leis que obriguem as empresas a oferecerem isso. No México, férias remuneradas também são um privilegio.

Acha que quatro meses de licença maternidade não é justo? A Europa e a Austrália têm programas muito bacanas, mas se você quiser viver o sonho americano vai encontrar uma situação bem diferente… Empregadores dão 45 dias de licença maternidade não remunerados. Se a mulher precisar parar de trabalhar alguns dias antes do parto, estes já começam a ser descontados dos 45 dias. Por isso, a mulherada aqui trabalha até a bolsa estourar (literalmente)! Para estar segura de que a empresa vai guardar seu emprego, você deixa seu bebê de menos de dois meses na creche (privada, nada grátis) e volta pro batente com os seios cheios de leite (ou não), o coração na mão e cheia de dívidas. Algumas mães acabam pegando férias ou conseguem um acordo de licença não remunerada por mais alguns dias (foi o que eu fiz), mas este não é o padrão.

Por isso, pense bem se você quer mesmo ir embora do Brasil. Nosso país não tem só coisas ruins…

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Tem planos pra outubro? Não? Então te vejo em Guanajuato!

Sabe aqueles lugares que você visita e pensa: “Todo mundo deveria ver isso”? Para mim, Guanajuato, no México é sem dúvida um deles.

Todos os anos, acontece lá um dos principais festivais de artes e cultura da América Latina, o #FestivalCervantino.

A próxima edição será entre os dias 8 e 26 de outubro de 2016.
Música por todos os lados (de Mariachi a Erudita), artistas de rua, teatro, artesanato, exibiçōes, comida boa…
Não tem como não amar!

Se você quer fazer uma viagem diferente e aproveitar para tomar um banho de cultura, essa é minha dica. Quem sabe nos vemos por lá?

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Dicas, Ser mãe no exterior

9 dicas de uma mãe que voou mais de 50 vezes com sua bebê

Essa semana nos perguntamos quantas vezes a Sara, nossa filha de 2 anos, tinha entrado em um avião. Fizemos as contas e tomamos um susto: mais de 50 vezes! Na maioria dos casos, o Franck estava junto, mas muitas vezes estávamos só nós duas.

Aprendemos demais durante essas incontáveis horas fazendo mala, esperando em filas de aeroporto e dentro de aviões. Por isso, sinto a obrigação moral de dividir essa experiência com vocês, mães e pais que gostam de colocar o pé na estrada!

1- Escolha seus assentos de forma estratégica

A escolha dos assentos pode fazer toda a diferença entre uma viagem ok e um pesadelo. O segredo é sempre escolher os lugares da janela e corredor, deixando o do meio livre. Isso mesmo, não escolha o lugar ao lado do seu filho ou do seu parceiro. A explicação é simples: ninguém gosta de viajar na poltrona do meio, certo? Então há grandes chances desse espaço ficar vazio e vocês ficarem com três lugares, sem vizinho. Isso é ótimo se estiverem viajando com o bebê no colo ou se estiverem sozinhos com o pequeno. Mas e se o voo estiver lotado, meu filho e eu vamos separados? Não… Você acha que a pessoa que teve que ficar com a poltrona do meio vai preferir ir espremida entre você e uma criança ou trocar de lugar contigo? Vai por mim, essa técnica funcionou 100% das vezes com a gente.

2- Leve a cadeirinha do carro dentro da cabine do avião

Sara bonitinha na cadeirinha do carro, dentro do avião.

Sara bonitinha na cadeirinha do carro, dentro do avião.

A maioria das companhias aéreas permitem que você coloque a cadeirinha do carro sobre a poltrona do avião e não cobram nada mais por isso. Claro que só se aplica se você comprar a passagem do seu filho. As vantagens são muitas. Além de ser mais seguro, é um objeto familiar pro bebê, é muito mais confortável e você pode bloqueá-lo quando o sinal do cinto de segurança está aceso. Eu sei que parece horrível, mas se você tem um bebê de dois anos, entende o que estou falando… A outra grande vantagem é que assim nao terá que se preocupar em arrumar uma cadeirinha de carro quando chegar no seu destino final. Garanto que é muito mais fácil amarrar a cadeirinha na poltrona do avião do que no seu carro! Claro que se seu filho odeia a cadeirinha dele, esquece esssa dica. Mas se ele geralmente dorme bem sentadinho ali, com certeza isso vai facilitar sua vida.

A grande desvantagem é que você terá mais um trambolho pra carregar pelo aeroporto. O Franck arrumou uma forma ok de colocar nossa cadeirinha sobre o carrinho da Sara. Acabou ficando até fácil…

Importante: Encontramos muitas pessoas que trabalhavam nas companhias aéreas e não sabiam que era possível levar a cadeirinha na cabine. Se o pessoal do check-in te falar que não pode, pede pra falar com o chefe deles. Mas o ideal mesmo é ligar pra companhia aérea dias antes do voo pra confirmar se há alguma restrição de marca, tamanho, aeronave ou se precisa deixar isso avisado com antecedência. Também já aconteceu da nossa cadeirinha não ser aprovada para uso no pouso e decolagem. Nesse caso, o comissário trouxe o acessório pra gente logo que o avião subiu.

3- Reserve refeições especiais.

Já viram aquelas pessoas que são servidas antes de todo mundo no avião? Isso é porque elas escolheram um menu especial. São muitas as opções, entre vegetariano, com pouco sal, com pouca gordura, sem glúten, Kosher… Algumas companhias ainda têm a opção de menu para crianças.

Pra isso, você precisa identificar sua escolha durante a compra da passagem, ou ligar pra eles uma vez que receber o boleto. Isso nao tem nenhum custo extra e pode fazer a sua vida muito mais fácil dentro do avião, principalmente porque assim você evita que seu filho durma sem comer. Se vocês dormirem antes da comida ser servida, pode ser que ele acordem com fome, e não tenha mais nada para comer. Ninguém merece passar fome fechado no avião!

Sua refeição pode chegar até uma hora antes dos demais passageiros, sobretudo se seu assento for lá nas últimas cabines. Vocês vão terminar de comer logo, e poderão dormir logo.

4- Leve o carrinho até a porta do avião.

Mesmo que seu filho ande bem, recomendo ficar com o carrinho sempre por perto. Se seu portão de embarque for do outro lado do aeroporto, uma hora ou outra ele vai pedir colo. Carregar sua mala de mão, mais a cadeirinha do carro, mais o bebê vai ser difícil… Temos muita sorte porque a Sara ama o carrinho dela. Nos aeroportos, a deixamos sentadinha durante o check-in, mas depois incentivamos que ela corra por todos os lados pra gastar bastante energia (sim, minha filha é uma daquelas crianças que os pais deixam ficar correndo pelo aeroporto). A menos que a companhia aérea não permita, o carrinho está sempre conosco e serve também para apoiar as nossas tralhas.

Além disso, nunca se sabe quantas horas seu voo vai atrasar…

5- Não exagere na bagagem de mão

Prefira uma grande mochila ao invés da clássica mala de rodinhas. Sobretudo quando viajando sozinha com o bebê, se suas mãos puderem estar livres, será mais fácil pra cuidar de tudo. Mas não exagere no peso! É impossível levar TUDO o que você eventualmente possa precisar e não vale a pena… Geralmente, eu levo brinquedinhos pequenos (adesivos, post-it, um livro), uma troca de roupa, fralda, lencinho, bolachinhas, leite, água, chupeta, cheirinho e um antitérmico (muito importante!). Veja bem, isso nao é um check-list! Voce é quem sabe do que seu filho precisa, mas minha dica é, selecione bem o que vai levar.

6- Deixe seu pequeno participar do processo

A Sara adora colocar a boneca dela na bandeja da esteira de segurança e depois recuperá-la do outro lado. Ela também é responsável por entregar os cartões de embarque, fechar nossos cintos de segurança e abrir a cortina do avião quando necessário. Às vezes, empurra a mala, pede as coisas pras aeromoças, entrega os fones de ouvido… Nós também nos divertimos quando ela participa.

7- Verifique os documentos necessários pra que a criança viaje

Um casal de amigos não pôde embarcar com a filha pra Argentina com sua certidão de nascimento e perdeu o maior dinheirão…

Conheço uma brasileira que foi impedida de sair do Brasil com a filha porque o pai da menina esqueceu de deixar autorizado no passaporte dela.

Vale a pena ligar pra companhia aérea se você está na dúvida.

8-Encontre uma forma de compensar sua culpa

Se você é como eu, além de todo o sufoco da viagem, também vai ter que lidar com a culpa do seu filho incomodando os demais passageiros. Apesar de estar acostumada a viajar, a Sara chuta o assento da frente, coloca a mão na televisão do banco de trás, fala alto…

Antes de me sentar, já peço desculpas para meus vizinhos de fileiras e digo que farei o possível para manter as coisas sob controle. Esse simples gesto me ajuda muito.

Já escutei historias de pais que dão presentinhos para se desculpar. Um chocolatinho, um desenho feito pelo próprio filho, uma balinha… Achei a idéia ótima, mas ainda nao usei.

9- Aceite: você vai esquecer de levar alguma coisa

Mesmo seguindo o melhor check-list do mundo, você vai esquecer coisas. Mas o importante é não deixar isso te tirar do sério ou estragar sua viagem! Não se desespere e não brigue com seu marido, mesmo se foi ele quem esqueceu porque isso só piora as coisas. Vai no mercado, compra outro e deixa pra lá!

Espero que as coisas que aprendi sirvam pra vocês.

Minha dica principal: tenha muita paciência! Viagem com criança, por mais que seja organizada, sempre é complicada e cheia de imprevistos…

Boa sorte! Que seu filho durma a viagem toda!

CLAUDE
Dicas, Ter um pug no exterior

Vai mudar de país? Considere deixar seu cachorro no Brasil…

A Claude tem sete anos e está conosco desde seus 3 meses de vida. Ela chegou em nosso lar quando morávamos no México.

Em 2010, nos mudamos para os Estados Unidos. Ela veio conosco dentro da cabine do avião, aos pés do Franck (meu marido). Tínhamos preparado as vacinas e certificados requeridos, mas em nenhum momento fomos abordados por ninguém; nem para embarcar, nem para desembarcar. Não posso dizer se essa é a regra ou se fomos uma exceção. Só sei que foi muito fácil imigrar com a Claude do México para os Estados Unidos.

Em 2014, mudamos de Atlanta para Sydney, na Austrália. Quando fizemos nossa primeira busca na internet para entender o que seria necessário para poder viajar com nossa peluda, tivemos um enorme susto. Pensamos que o pessoal estava exagerando e que a lei não poderia ser tão rígida assim… Mas ao continuar nossas pesquisas, nos demos conta de que não teria nenhum jeitinho brasileiro (ou francês) que pudesse facilitar o processo… Até nos consideramos “sortudos” porque a Austrália não aceita animais vindo de certos países do mundo. O Brasil é um deles!

Vocês viram o que aconteceu com o Jonny Deep esse ano? Ele embarcou pra Austrália com seus cachorros em um avião particular. Quando o Departamento de Agricultura soube disso, o artista teve que fazer uma escolha: mandar os cachorros de volta para os Estados Unidos ou sacrifica-los! Os peludos voltaram pra casa e a historia foi a maior polemica na terra dos cangurus. Se nem o Jonny Deep conseguiu dar um jeitinho, imagine nós…

Tivemos que iniciar a papelada de imigração da Claude muito antes da nossa. Precisamente, seis meses antes que ela pudesse embarcar. Vacinas, exames de sangue, novo microchip, certificados dos governos americano e australiano, tratamento antiparasitário, etc. Veja o nosso sufoco passo a passo no final do artigo.

Em paralelo com a preparação solicitada pelo governo Australiano, tivemos que organizar sua viagem aérea. Pra começar, a chegada de animais na cabine de passageiros não é autorizada na Austrália. Não deu pra ela viajar conosco dessa vez. Tivemos que organizar seu envio como cargo. Isso não teria sido um problema tão grande não fosse a ausência de voos diretos de Atlanta à Sydney. Tivemos que contratar uma empresa especializada para fazer a papelada de imigração da Claude no aeroporto de Los Angeles, onde ela fez sua ultima conexão nos Estados Unidos.

Outro detalhe é que as companhias aéreas americanas não transportam animais vivos se a temperatura do dia for maior que 29.4 graus Celsius. Eles querem evitar que os bichinhos sofram com o calor no aeroporto. Então tivemos que fazer nossa pug voar nos primeiros voos das manhãs, para que as temperaturas ainda estivessem amenas. Isso quer dizer que ela esteve três dias completos dentro de uma caixa, pra lá e pra cá, entre aeroportos e aviões.

Bom, depois de tanto sufoco, chega nosso bichinho na Austrália! Acabou a tortura? Não! O pior está por vir… Ela teve que ficar 10 dias em quarentena, sem receber visitas. Mesmo assim, fomos até o canil para tentar dar um jeito de vê-la.

Não conseguimos passar do portão, mas foi lá que eu descobri tudo o que estava acontecendo: Nossa Claude estava doente e passando frio. Saindo de um verão de 40 graus, ela veio parar em um canil aberto onde as temperaturas caiam para 5 graus a noite. Trancada o dia inteiro nesse espaço de 3 metros quadrados, ninguém a levava para passear. A Claude jamais faria xixi onde ela come e dorme. No que deu? Infecção no trato urinário que só foi curada quando ela chegou em casa…

Passamos horríveis 10 dias. Muito arrependimento de ter feito ela passar por tudo isso. Muitas e muitas e muitas lagrimas… Tanto dela quanto nossas… Sentimos que nossa pug nunca mais foi a mesma depois dessa viagem.

Essa historia toda nos custou quase 5.000 dólares americanos. Sim, você leu bem, 5.000… Quando começamos o processo, não tínhamos ideia de quanto isso valeria. No final das contas, felizmente a empresa em que o Franck trabalha assumiu esses gastos. Mas o sofrimento que todos nós passamos, sobretudo nossa peluda, não tem preço…

Se você conhece alguém que está pensando em importar um animal para Austrália, fala pra ele não cometer o mesmo erro que nós. Descobri que algumas pessoas enviam seus bichinhos para a Argentina, para que, de lá, eles possam embarcar para a Austrália. Loucura total… Por mais que eles sejam parte da família, me parece egoísta demais fazê-los passar por tudo isso. Eu aconselharia deixa-los com seus pais, amigos, ou até mesmo considerar adoção. Nós não imaginávamos nossas vidas sem a Claude, mas a culpa de fazê-la passar por tudo isso vai ser muito difícil de superar.

Passo a passo da papelada para importar cães na Austrália:

  • Preencher formulários para pegar a pré-aprovarão do governo Australiano para importar nossa bebê. Isso tem um custo $.
  • Instalar um segundo microchip nela, porque o existente não era compatível com o escâner australiano. $
  • Tomar vacinas e fazer teste de sangue para provar que as vacinas fizeram efeito. Isso também tem um custo. O detalhe é que o governo te dá uma programação específica das datas em que o cachorro precisa tomar cada vacina. Se você perder as datas, precisa começar tudo outra vez. Outro detalhe é que muitas dessas vacinas a Claude não teria que ter tomado jamais na vida… Pra ajudar: ela teve reações horríveis na maioria das vezes… $
  • Com tudo isso feito, um veterinário oficial do governo dos Estados Unidos precisava reconhecer que as vacinas foram tomadas e que os exames de sangue são verdadeiros. Como assim? Nosso veterinário teve que mandar todos os documentos para o órgão do governo responsável e esperar a boa vontade deles pra responder (sim, até nos Estados Unidos é complicado). Isso também tem um custo.
  • Com esse documento em mãos, aplicamos oficialmente para ter a autorização de importação da Claude. Isso também tem um custo.
  • Tivemos que reservar o espaço para a quarentena dela em Sydney. $
  • Fazer novas vacinas e novos exames de sangue. $
  • Fazer tratamento antiparasitário (externos e internos) e exames de sangue para provar que eles funcionaram. $
  • Fazer um ultimo exame clinico e pegar novo certificado do governo americano. $

Você acha que eu estou exagerando? Visite o site do Departamento de Agricultura da Austrália www.agriculture.gov.au/cats-dogs