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abril 2016

EdX
Dicas

Quer melhorar seu CV? Aperfeiçoar seu inglês? Sugiro fazer um curso grátis na Harvard

Este programa oferece cursos online grátis de algumas das melhores Universidades do mundo como Harvard, MIT, Sorbonne… Há apenas duas opçōes em português, mas diversas em inglês, espanhol, francês, etc.

É também uma ótima oportunidade pra conhecer pessoas que moram em outros países (networking) e aperfeiçoar seu vocabulário. Porém, não recomendo pra quem ainda está começando a aprender o idioma.

Quer saber mais? Confira: https://www.edx.org/course

 

RachelFilipovWork
Dicas

Seis coisas que aprendi trabalhando fora do Brasil

Vivendo e trabalhando no exterior por quase 10 anos, aprendi algumas coisas que gostaria muito que alguém tivesse me dito antes. Se você mora fora ou tem a intenção de imigrar, espero que estas dicas te ajudem.

1) Colegas podem ser amigos de verdade

Fica difícil de aplicar aquela regra de não misturar amizade e trabalho quando todos os seus conhecidos estão em um outro país… Pense bem. Você passa a maior parte do seu dia na empresa e não conhece quase ninguém na cidade. Encontrando um colega gente boa, por que não começar uma amizade? Se ele for nativo da cidade pra onde você mudou poderá te dar altas dicas e te fazer descobrir de verdade a cultura local. Se for de fora, vocês já tem pelo menos duas coisas em comum: trabalham juntos e estão longe de seus velhos amigos.

Baseada em nossa experiência, a forma mais fácil de fazer amizades no exterior é começando com as pessoas que conhecemos na empresa onde trabalhamos. Guardo no coração muitos colegas que encontrei por esse mundo.

2)  As empresas vão te contratar pelas suas habilidades e sua experiência, não pelo seu inglês (ou francês, espanhol, alemão…) .

Como assim? Posso conseguir um emprego na minha área mesmo sem falar o idioma do país nem inglês? Não, não pode. Você precisa conseguir se comunicar, ou seja, entender e falar. O que quero dizer é pra que você não se preocupe demais se o seu conhecimento for limitado ou se seu inglês não for per-fei-to. Tendo outras qualidades que possam agregar valor pra empresa, não deixe que sua falta de confiança no idioma lhe impeça de brilhar. Vi muita gente perdendo oportunidades por menosprezar seus talentos… Candidate-se para vagas ou projetos da sua empresa no exterior se você acredita em seu potencial. Claro, continue sempre buscando formas de melhorar o idioma. (tema do próximo post). Fui clara ou ainda está confuso?

3) Sua vida pessoal não deve ser revelada em uma entrevista

Nós brasileiros colocamos no currículo nossa idade, se somos casados, se temos filhos etc. Alguns vizinhos latinos também têm esse costume. Mas tome muito cuidado se for trabalhar por outros lados, sobretudo em países Anglo-saxônicos. Em uma entrevista de emprego, não cometa o erro de começar a contar anedotas sobre seus filhos ou mencionar que mudou de emprego porque seu marido foi transferido de cidade. Seja criativo (ou mentiroso?), mas não vincule demais sua vida pessoal com a profissional.

4) Não importa onde você fez faculdade

Se você já tem experiência profissional, isso vai ser muito mais relevante do que a sua formação acadêmica. Por mais que a Internet seja uma excelente fonte de informação, os recrutadores não vão perder tempo tentando descobrir se a faculdade onde você se formou era TOP ou se era menos prestigiosa. Caso você faça mesmo questão, pode mencionar em seu currículo o status que sua escola tem, mas não sei ate que ponto isso é visto como arrogante ou inapropriado.

Vale destacar que estou falando de carreira corporativa, nada acadêmico ou científico. Acredito que a avaliação seja bem diferente para professores e pesquisadores.

5) As diferenças culturais existem e precisam ser respeitadas

Durante minha primeira semana de trabalho na Alemanha, eu passei várias horas com um rapaz do departamento de informática, instalando meu computador, celular, crachá etc. No final da tarde da sexta-feira, uma outra funcionária chegou perto dele e disse “Alles Gute zum Geburtstag” (feliz aniversário). Ele disse “Vielen Dank” (muito obrigado), sorriu e voltou a trabalhar. Ao escutar que era o aniversario dele, minha reação foi dar um abraço no garoto e me desculpar porque eu tinha passado o dia todo com ele e ainda não o tinha cumprimentado. Vocês podem imaginar o que aconteceu? O alemão ficou vermelho, sem se mexer, e todo mundo no escritório ficou olhando pra mim com cara de “O que essa louca está fazendo? Ela mal conhece e já está agarrando o menino!”. Quando percebi que fui longe demais com meu calor brasileiro, já era tarde. Deveria ter observado melhor e feito como a outra moça fez…

Não faça como eu. Não saia abraçando seus colegas alemães. Pesquise sobre as diferenças culturais entre o Brasil e o país pro qual você está indo. Acredite, isso é muito importante. Por exemplo, investigue se as pessoas chamam o chefe pelo primeiro nome ou de “Mr./ Mrs.”. Descubra se todo mundo cumprimenta os colegas de manhã quando chegam na empresa, ou se começam a trabalhar imediatamente. Existe uma cultura machista? É importante almoçar com os colegas? É aceitável chegar 2 minutos atrasados em uma reunião?

Recomendo este site: http://geert-hofstede.com/countries.html

6) Valorize os privilégios que os funcionários brasileiros têm

Fundo de garantia, 13o salário, seguro desemprego, 30 dias de férias, aviso prévio, licença maternidade, plano de saúde particular, vale refeição… Você não vai encontrar esses benefícios em muitos países.

Nos Estados Unidos, 10 dias de férias é considerado um “padrão aceitável”, mas não há leis que obriguem as empresas a oferecerem isso. No México, férias remuneradas também são um privilegio.

Acha que quatro meses de licença maternidade não é justo? A Europa e a Austrália têm programas muito bacanas, mas se você quiser viver o sonho americano vai encontrar uma situação bem diferente… Empregadores dão 45 dias de licença maternidade não remunerados. Se a mulher precisar parar de trabalhar alguns dias antes do parto, estes já começam a ser descontados dos 45 dias. Por isso, a mulherada aqui trabalha até a bolsa estourar (literalmente)! Para estar segura de que a empresa vai guardar seu emprego, você deixa seu bebê de menos de dois meses na creche (privada, nada grátis) e volta pro batente com os seios cheios de leite (ou não), o coração na mão e cheia de dívidas. Algumas mães acabam pegando férias ou conseguem um acordo de licença não remunerada por mais alguns dias (foi o que eu fiz), mas este não é o padrão.

Por isso, pense bem se você quer mesmo ir embora do Brasil. Nosso país não tem só coisas ruins…